Consumidora voraz de conteúdo assumida, estava no meu
período diário de passagem por sites, blogs e cia quando no brainstorm9.com.br
me deparo com uma matéria que me apresenta uma nova ferramenta de medição
online (leia mais aqui: http://www.brainstorm9.com.br/social-media/). Como é sempre bom conhecer mais uma fui saber um pouco mais e descobri
que a medição feita por ela, ao invés de rastrear marcas na web ou fazer
avaliações de imagem das instituições e anunciantes por parte internautas, essa
tem a capacidade de medir o quão nova é uma informação. Nossa senhora do tempo,
não é que a senhora ficou mesmo relativa?
Aparentemente um dos maiores micos online que podemos
cometer na ânsia por se mostrar informados em nossas extensões sociais da web é
publicar ou compartilhar uma notícia velha. Corei, admito, devo ser a rainha da
notícia velha já que tenho a mania de ir lendo de trás para frente (ou de posts
mais novos para os mais antigos) quando gosto de uma fonte de informação.
Aliás, essa já deve ser uma matéria velha e agora que sei que isso é feio, peço
desculpas.
Mas já que aqui estou, e pasma, como costumo mesmo ficar quando
fuço nessas inovações sem fim, preciso tentar entender que critérios são usados
para julgar a temporalidade de uma notícia. Se ela já foi publicada quer dizer
que é velha? Ou será que o tamanho da repercussão que determina seu nível de novidade?
Vamos a exemplos: dizer agora que o Steve Jobs morreu seria, até para mim, como
falar de da revolução francesa. Mas eu ainda posso analisar o que acredito que
tenha sido seu legado? Eu posso ler a sua biografia que ontem foi lançada
mundialmente (e parece que aqui no Rio, pelo menos, tá um fiasco! A Travessa
registrou a venda de apenas 60 exemplares entre ontem e hoje de manhã...) e, ao
terminá-la, em uns 15 dias, talvez, posso citá-la em meu humilde espaço sem ser
repetitiva?
Pelo o que eu entendi eu não posso não. Quer dizer, poder eu
posso, da mesma forma que eu posso não ter um perfil no facebook ou não ter um
smartphone. Mas, dentro da nova regra social, eu seria um dinossauro com acesso
a tecnologia. Entristeci, confesso, já que tempo de reflexão costuma ter uma
boa importância na minha vida. Apelo à minha geração, a do meio ou a que não
tem letra associada, para formar meu público leitor, assim sendo.
E, contrariando o que afirmei quando comecei esse texto, eu
não sou uma consumidora ávida de informação. Sou apenas, e muito humildemente,
alguém que escreve sobre impressões soltas por aí, fresquinhas como morango de
feira ou velhas como bicho de pelúcia de estimação.
Dani, gostei do site. Não o conhecia. Achei a disposição das notícias bem interessante.
ResponderExcluirQuanto ao dinossauro, acredito que você tem companhia. Meu celular tá entrando na pré-escola. Cometi orkutcído com menos de um ano e nem cheguei perto do facebook. To tentando me reabilitar com o Google+