terça-feira, 25 de outubro de 2011

Consumindo e pasmando, sigo meu caminho


Consumidora voraz de conteúdo assumida, estava no meu período diário de passagem por sites, blogs e cia quando no brainstorm9.com.br me deparo com uma matéria que me apresenta uma nova ferramenta de medição online (leia mais aqui: http://www.brainstorm9.com.br/social-media/). Como é sempre bom conhecer mais uma fui saber um pouco mais e descobri que a medição feita por ela, ao invés de rastrear marcas na web ou fazer avaliações de imagem das instituições e anunciantes por parte internautas, essa tem a capacidade de medir o quão nova é uma informação. Nossa senhora do tempo, não é que a senhora ficou mesmo relativa?



Aparentemente um dos maiores micos online que podemos cometer na ânsia por se mostrar informados em nossas extensões sociais da web é publicar ou compartilhar uma notícia velha. Corei, admito, devo ser a rainha da notícia velha já que tenho a mania de ir lendo de trás para frente (ou de posts mais novos para os mais antigos) quando gosto de uma fonte de informação. Aliás, essa já deve ser uma matéria velha e agora que sei que isso é feio, peço desculpas.



Mas já que aqui estou, e pasma, como costumo mesmo ficar quando fuço nessas inovações sem fim, preciso tentar entender que critérios são usados para julgar a temporalidade de uma notícia. Se ela já foi publicada quer dizer que é velha? Ou será que o tamanho da repercussão que determina seu nível de novidade? Vamos a exemplos: dizer agora que o Steve Jobs morreu seria, até para mim, como falar de da revolução francesa. Mas eu ainda posso analisar o que acredito que tenha sido seu legado? Eu posso ler a sua biografia que ontem foi lançada mundialmente (e parece que aqui no Rio, pelo menos, tá um fiasco! A Travessa registrou a venda de apenas 60 exemplares entre ontem e hoje de manhã...) e, ao terminá-la, em uns 15 dias, talvez, posso citá-la em meu humilde espaço sem ser repetitiva?



Pelo o que eu entendi eu não posso não. Quer dizer, poder eu posso, da mesma forma que eu posso não ter um perfil no facebook ou não ter um smartphone. Mas, dentro da nova regra social, eu seria um dinossauro com acesso a tecnologia. Entristeci, confesso, já que tempo de reflexão costuma ter uma boa importância na minha vida. Apelo à minha geração, a do meio ou a que não tem letra associada, para formar meu público leitor, assim sendo.



E, contrariando o que afirmei quando comecei esse texto, eu não sou uma consumidora ávida de informação. Sou apenas, e muito humildemente, alguém que escreve sobre impressões soltas por aí, fresquinhas como morango de feira ou velhas como bicho de pelúcia de estimação.

Um comentário:

  1. Dani, gostei do site. Não o conhecia. Achei a disposição das notícias bem interessante.
    Quanto ao dinossauro, acredito que você tem companhia. Meu celular tá entrando na pré-escola. Cometi orkutcído com menos de um ano e nem cheguei perto do facebook. To tentando me reabilitar com o Google+

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"No meio do caminho tinha uma pedra... tinha uma pedra no meio do caminho"