Ontem,
quando cheguei em casa, meu filho mais velho olhou para mim e disse: “mãe,
posso terminar de ver esse filme?”. Ainda eram 20hs e sua hora de durmir é as
21hs. Pode, porque não? Logo depois comecei a me tocar de que todas as vezes
que eu chego em casa ele está vendo um filme. Como no final de semana antes do
hallowen ele veio me contar , com brilho nos olhos, que ia passar Coraline no
Cartoon, fico toda prosa e morro de orgulho quando penso que meu filho é um
mini cinéfilo!
Penso
no tamanho da influência que os pais tem em relação ao gosto dos filhos. Meu
marido me contou que aos 12 ia com minha sogra ver Woody Allen no cinema e que
sempre gostou de investir duas horinhas do seu tempo em frente a telona (ou
telinha!). Meu irmão sempre me disse que sua maior influência musical tinha
sido nosso pai (não por ação em si mas por gosto mesmo). E eu? Filha de
chocadeira? Brincadeiras a parte, estou realmente fazendo um esforço para
exigir menos de mim como mãe quando me concentro nos exemplos que dou para os
meus filhos. Nunca vi livros na minha casa, ninguém é das letras e muito menos
amante de cinema. Eu adquiri isso ao longo da minha vida, escolhas e
influências que encontrei pelo caminho (como nome e sobrenome nesse caso, minha
amiga divisora de águas Litza Godoy). Estaria eu exagerando no tamanho da importância
dos pais no gosto dos filhos? E, se eu não tiver, quem sou eu para determinar o
que vai ser importante na vida dele?
Querendo
ou não os pais sempre tem uma tendência natural de achar que realmente sabem o
que é bom para os seus filhos. E, por mais que me doa, eu não fujo a essa regra
não..

Não poderia e não pode ser diferente. Protegemos a cria conforme nosso entendimento até que ela tenha condições de escolher por si mesma. Até lá e ainda após, dores a parte, precisamos continuar a dar o caminho e o exemplo. Sabe quando entendi verdadeiramente minha família ? Só longe dela ! Que valor que dou hoje !
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