Então,
qual é meu ponto com tudo isso? É que, todo dia, nós colaboramos com pessoas
que, de um lado, estão pedindo inovação. Dizem que querem fazer coisas novas e
fantásticas; campanhas, eventos, novos produtos, mas, do outro lado, tem
agendas políticas e pessoais que, consciente ou inconscientemente, as previnem
consistentemente de dizer sim às coisas que permitirão que a inovação aconteça.
É impossível inovar permanecendo estático, mas você não consegue garantir que
as coisas que você tem agora fiquem do mesmo jeito uma vez que você começa a se
mover.”
Não é mentira, quase chorei de emoção quando li a coluna de hoje
do unplanned escrito por Lizzie Shupak, Sócia
e Concept Development & Strategy na Wok+Wine (http://unplanned.com.br/destaque/sobre-ser-inovador/) . Eu concordo tanto com isso
que beirou o dejavú, ou, no mínimo a sensação, de que alguém entrou na minha
cabeça e roubou meus pensamentos mais confusos. Porque, na real, isso tudo é
mesmo uma grande confusão. Parafraseando a autora do texto (e morrendo de
inveja do quão clara ela conseguiu ser!): “É
impossível inovar permanecendo estático, mas você não consegue garantir que as
coisas que você tem agora fiquem do mesmo jeito uma vez que você começa a se
mover.”
As pessoas querem inovação, tem em seus desejos mais profundos o
desejo secreto de ir cada vez mais para frente mas tem muita dificuldade em
abrir mão do conforto adquirido de tudo o que já foi estabelecido. Nada contra
àqueles que amam estar aonde estão, isto é uma opção linda de vida. O quiproquó
se instala quando negamos esta força interna que nos mantém feliz paradinhos
onde estamos. É preciso coragem para ir. Mais ainda para ficar. Só não dá para
ficar no meio do caminho.
Aliás, parênteses necessários, poucas atitudes são mais
irritantes do que a de viver em cima do muro. Atitude é tudo nessa vida, mesmo
que a sua seja ficar mudando de lado por adaptação de caminhos. Inclusive, vocês
sabem o que aconteceu com o menino que só ficava em cima do muro, né? Nada. Dizem
que ficou com muito medo de descer quando anoiteceu.
Back. Lizzie estava se referindo a uma postura muito específica
quando escreveu este artigo. Ela falava dos clientes que tanto querem inovação
nos briefings e na hora da aprovação cobram estabilidade e segurança. Segurança
no território do desconhecido? Desconheço. Nós é quem devemos ter a
responsabilidade de acalmar seus ânimos? Em âmbito profissional, sim. De resto,
lavam-se as mãos. Eu tenho apenas alguns problemas em separar uma coisa da
outra mas isso é impotência minha, acho. Quando imagino um diretor de marketing
(exemplo!) aprovando uma campanha, imagino que ele reflita o seu comportamento
perante a vida: Você realmente compra essa ideia? Você tem coragem em levar
isso adiante? Está pronto para deixar todo o seu conhecimento construído para
trás e explorar territórios em expansão?
Lindo, Lizzie, você resumiu a diferença entre quem vai e quem
fica em raríssimas linhas. Cabe a cada um vestir sua carapuça agora.
Ouvindo Johnny Cash me despeço, mas não sem antes postar um
vídeo que, embora não fale exatamente sobre a ideia acima, também busca
desesperadamente ordenar esse “mundo-muderno” louco que a gente sobrevive. Me
contem!!
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