terça-feira, 22 de novembro de 2011

Inovando e rodando!

“Inovar é um processo cumulativo. É pegar coisas que você já conhece, mas combiná-las de maneiras que você desconhece. Também é fundamentalmente desafiador, pois todos nós formamos hábitos nos quais nos apoiamos incansavelmente. Como tal, a inovação exige a capacidade de sair da zona de conforto – ex. colocar seu ego de lado e se tornar um iniciante de novo – e estar disposto a ver as coisas por uma nova perspectiva. É como em Flatland, onde uma esfera tridimensional está tentando explicar ao quadrado de duas dimensões que a terceira dimensão realmente existe. É quase impossível, e exige um esforço monumental do quadrado para entender que é verdade.

Então, qual é meu ponto com tudo isso? É que, todo dia, nós colaboramos com pessoas que, de um lado, estão pedindo inovação. Dizem que querem fazer coisas novas e fantásticas; campanhas, eventos, novos produtos, mas, do outro lado, tem agendas políticas e pessoais que, consciente ou inconscientemente, as previnem consistentemente de dizer sim às coisas que permitirão que a inovação aconteça. É impossível inovar permanecendo estático, mas você não consegue garantir que as coisas que você tem agora fiquem do mesmo jeito uma vez que você começa a se mover.”

Não é mentira, quase chorei de emoção quando li a coluna de hoje do unplanned escrito por Lizzie Shupak, Sócia e Concept Development & Strategy na Wok+Wine (http://unplanned.com.br/destaque/sobre-ser-inovador/) . Eu concordo tanto com isso que beirou o dejavú, ou, no mínimo a sensação, de que alguém entrou na minha cabeça e roubou meus pensamentos mais confusos. Porque, na real, isso tudo é mesmo uma grande confusão. Parafraseando a autora do texto (e morrendo de inveja do quão clara ela conseguiu ser!): “É impossível inovar permanecendo estático, mas você não consegue garantir que as coisas que você tem agora fiquem do mesmo jeito uma vez que você começa a se mover.”

As pessoas querem inovação, tem em seus desejos mais profundos o desejo secreto de ir cada vez mais para frente mas tem muita dificuldade em abrir mão do conforto adquirido de tudo o que já foi estabelecido. Nada contra àqueles que amam estar aonde estão, isto é uma opção linda de vida. O quiproquó se instala quando negamos esta força interna que nos mantém feliz paradinhos onde estamos. É preciso coragem para ir. Mais ainda para ficar. Só não dá para ficar no meio do caminho.

Aliás, parênteses necessários, poucas atitudes são mais irritantes do que a de viver em cima do muro. Atitude é tudo nessa vida, mesmo que a sua seja ficar mudando de lado por adaptação de caminhos. Inclusive, vocês sabem o que aconteceu com o menino que só ficava em cima do muro, né? Nada. Dizem que ficou com muito medo de descer quando anoiteceu.

Back. Lizzie estava se referindo a uma postura muito específica quando escreveu este artigo. Ela falava dos clientes que tanto querem inovação nos briefings e na hora da aprovação cobram estabilidade e segurança. Segurança no território do desconhecido? Desconheço. Nós é quem devemos ter a responsabilidade de acalmar seus ânimos? Em âmbito profissional, sim. De resto, lavam-se as mãos. Eu tenho apenas alguns problemas em separar uma coisa da outra mas isso é impotência minha, acho. Quando imagino um diretor de marketing (exemplo!) aprovando uma campanha, imagino que ele reflita o seu comportamento perante a vida: Você realmente compra essa ideia? Você tem coragem em levar isso adiante? Está pronto para deixar todo o seu conhecimento construído para trás e explorar territórios em expansão?

Lindo, Lizzie, você resumiu a diferença entre quem vai e quem fica em raríssimas linhas. Cabe a cada um vestir sua carapuça agora.

Ouvindo Johnny Cash me despeço, mas não sem antes postar um vídeo que, embora não fale exatamente sobre a ideia acima, também busca desesperadamente ordenar esse “mundo-muderno” louco que a gente sobrevive. Me contem!!


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"No meio do caminho tinha uma pedra... tinha uma pedra no meio do caminho"