quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A arte da simplicidade (ou, o que faz você feliz?!)

Eu sou uma pessoa simples que acredita muito na simplicidade. Não estou querendo ser repetitiva, apenas enfática, até porque conheço muitas pessoas simples que não acreditam, de verdade, na simplicidade.

Ser simples não é uma escolha, é algo que nasce, se desenvolve e morre com você e que te exige uma coragem danada de assumir nos dias de hoje. A essência desta idéia não está em seus falsos correspondentes como pobreza ou humildade, ser simples, é, na verdade uma arte. De autoconhecimento, de valorizar poucas coisas, de não fazer questão da maioria das coisas que nos é oferecida ao longo da vida. É tentar entender se você realmente precisa ter 5 versões do iphone e 20 calças jeans tom azul escuro lavado, é amar cerveja de garrafa (ou coca cola de garrafa!) e feijoada com couve, é assumir que prefere ficar em casa vendo a novela à conhecer a boate nova que abriu em Ipanema (ou o contrário!), ou seja, é de fazer o que se está a fim de fazer. Simples, né?

A gente tem uma mania muito feia de tantar julgar as pessoas o tempo todo, rotulando suas personalidades a partir de gostos que elas demonstram ter. Daí a dificuldade em se assumir simples e ser taxado de velho, introspectivo, antisocial, brega, ou muitos adjetivos bem desagradáveis que amam sair da boca das pessoas por aí. Você vai dizer: que se dane o que pensam os outros e eu vou responder, essa é uma utopia que não me pertence. Para mim, importa sim, vivemos ou não em uma sociedade feita de pessoas? A real introspecção é fingir que não liga para o que o que está a sua volta. Aliás, alguém já disse por aí, com muita propriedade, que nenhum homem é uma ilha.

Mas, voltando à difícil vida das pessoas simples, suas chances de isolamento são super altas e é por conta disso que as acho tão incrivelmente interessantes. Esse sentimento é o que chamo de acreditar na simplicidade: é a busca por uma vida mais enxuta e real onde as pessoas só existem em função do que as move de verdade. E indifere se seus atos são simplórios ou não.

Se você precisa ter 5 versões do Iphone e isso te faz feliz, baby, vá para a fila da apple. Eu ficarei em casa com meus livros e minha família, vendo o futebol quarta a noite e escrevendo meus textos. Falaremos a mesma língua se ambos acreditarmos na simplicidade. Eu acredito! E você?!

Não me decepcionem!
Bom finalzinho de quinta chuvosa para todos.

Um comentário:

  1. Pude me ver em alguns trechos do texto. Fiquei feliz ! Busco na simplicidade a minha paz de espírito. Tenho minhas extravagâncias (sou funboy confesso da Google Inc.). Preciso disso !!!! De resto... Tá bom demais !

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"No meio do caminho tinha uma pedra... tinha uma pedra no meio do caminho"