quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Manual de sobrevivência da alma Peter Pan


 Venho por meio desta informar que quem esperava um retorno cômico da minha saga com a laranjinha do Itaú será desapontado. Desde o fatídico dia em que um gringo me salvou no calçadão de Ipanema, aprendi minha lição e tudo corre como deveria. Para ficar claro e visando todas as pessoas que, como eu, possuem traumas infantis e gostariam de resgatá-los no presente, segue um pequeno manual de sobrevivência do nosso lado Peter Pan baseado em todas as cagadas que cometi nesta única semana:



1-       Deus! Se planeje. Poderia resumir tudo em apenas este item mas não teria graça alguma e pareceria mais simplório do que realmente é. De qualquer forma esse é passo primeiro, o que ignora a impulsividade e fixa o lado adulto pé no chão para que nenhum acidente mais sério aconteça. O que nos leva ao...


2-       Jogue-se, mas nem tanto! Para ser criança depois dos 18 só com licença poética assinada e carimbada do seu juízo. Afinal de contas se tem um ditado popular que todos nós descobrirmos depois de adultos como verdade absoluta é o famoso “quem tem c.. tem medo!”



3-       Controle sua ansiedade e seu medo do ridículo. Esse item é primordial porque a gente tem mania de ter medo do ridículo depois de velho (antes da senilidade, claro, onde tudo volta a ficar divertido de novo). Ria dele, ou se esforce para isso. Deixa a vida mais leve.



4-       O medo de se machucar, real, deverá ser substituído pelo seu alto poder de controle emocional (que, sim, você possui!!) através de um novo foco: o prazer de ter adrenalina correndo nas suas veias, tremendo suas pernas e acelerando seu coração. Andar de bicicleta, skate, patins, surfe ou seja lá o que você gostaria de fazer não mata ninguém, ao menos não a prática amadora (e responsável!) dos esportes. Ralados e cicatrizes revelam histórias para contar.



5-       Use roupas apropriadas, deixa a feira para outro dia e diminua o tamanho da bolsa. Inglês fluente é desejável, assim como um bom relacionamento pessoal e um pedido de desculpas bem convincente.



Parece difícil mas eu juro que não é. Essa é a parte boa em ser adulto, os monstros do armário ficam bem pequenininhos quando a gente dá um grito mais alto que eles.

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