quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

com feeling


Eu já suspeitava mas essa semana tive a confirmação final: existe uma força mágica que rege a escolha dos livros. Mais de uma vez já entrei em livrarias e saí de mãos abanando, boba por não entender como nada tenha me chamado a atenção. Outras tantas já fiquei maluca querendo comprar dezenas de títulos, brigando com o limite do meu cartão de crédito.

Pois bem, isto posto, preciso complementar com a informação de que tenho o hábito de anotar nomes de autores e livros que por acaso me interessam nas revistas, jornais e conversas aleatórias da vida. Mesmo assim, no início da semana entrei na Travessa e comecei a olhar todas as milhares de opções que se escancaravam na minha frente e não lembrava de nenhum!


Tenho uma afeição muito grande por títulos, preciso confessar. Mais de uma vez já comprei livros de totais desconhecidos por chamadas instigantes. Foi assim que conheci Tati Bernardi, por exemplo (com o livro “Tô com vontade de uma coisa que eu não sei o que é”) e, exemplo dos exemplos e muito das antigas (bem antes da primeira edição do Saia Justa no GNT), Fernanda Young em “As pessoas dos livros”. Mas ontem não foram os títulos, não foi a capa, não foram os destaques nem os lançamentos. Não foram os clássicos, não foram os bobinhos e muito menos os cabeça. Foi puro feeling.


Olhava para os livros e me perguntava: eu quero ler sobre uma mãe que ficou trancada com o filho por 5 anos em um quarto? Eu tô mesmo a fim de entender porque as pessoas criticam tanto Freud ou realmente quero saber mais sobre a vida de Lacan? Culinária, vinhos? Ou o último livro de moda de edição lindíssima e ilustrações invejáveis ambientado em Paris? Quem sabe entender mais sobre o sofrimento da Piaf... Ou aposto nos best seller da NYT? Não... me sinto traindo o movimento.


As opções são muitas e o tempo de vida é pouco. Me sinto pressionada a escolher bem. Olho para o canto, um azul bonito me chama atenção, seguida pelo nome hipnotizante de Fernando Sabino. São cartas?! São cartas. Escritas por Otto Lara Resende ao amigo Sabino ao longo dos anos. Se tem uma coisa que eu quero saber nessa vida é como são as grandes pessoas por dentro, como se relacionam, como são fora de seus livros. A pressão sumiu e mesmo este sendo o livro mais caro da minha pré-seleção, confiei.


Ainda bem.


Meu santo é forte e meu sexto sentido, imbatível. Cola no seu que você vai se dar bem também.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Quem sou eu

Minha foto
"No meio do caminho tinha uma pedra... tinha uma pedra no meio do caminho"